oS pRoceSSoS




Escrito por Juliana Domênica às 13h41
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Concentrar-se em si mesmo é, de fato, uma tarefa difícil.
Posso dizer, com convicção que às vezes oscilo entre aqui e lá.
O que penso é que este pêndulo entre isto ou aquilo, balança descompassadamente quando não há o equilíbrio.
A mim interessa não me perder de vista pra não me tornar o alvo.
Ser isto e aquilo, tal qual um pendular entre o cérebro e o coração. 

 




Escrito por Juliana Domênica às 13h36
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Ninguém, em nenhum lugar, me trará o que eu quero.

Já carrego dentro de mim tudo que preciso.

Mas nao me engano e quero, em milhares de partículas, dividir o que nunca será só meu.



Escrito por Juliana Domênica às 00h01
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eu sou tudo o que tenho



Escrito por Juliana Domênica às 18h05
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E se eu dissesse que é isso?

E se sem temer  te mandasse o beijo?

E se fosse tudo verdade?

E se no lugar da dúvida estivesse a certeza?

E se...

No SE eu prefiro o QUANDO , então...

QUE seja !

 



Escrito por Juliana Domênica às 20h05
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Escrito por Juliana Domênica às 17h45
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SE ME QUISER

NAO ME LEVE PARADA

NAO ROUBE A IMAGEM

NAO ME QUEIRA FOTOGRAFIA.

SE ME QUISER

ME CHAME

ME PEÇA

ME LEVE

SEM VESTIDO

LEVE...

SEM HORA MARCADA

SEM A ALMA PARADA

ME LEVE...

 



Escrito por Juliana Domênica às 17h36
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Escrito por Juliana Domênica às 16h52
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Teu

 

Longo desejo

Doce, te

Beijo

Vem...

 

Não te vejo

Lambo, teu

Cheiro

Vem...



Escrito por Juliana Domênica às 16h34
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A mão que despe é a mesma que veste

Quem 
Briga ?
Quem topa, tropeça...chão
no dia ou na véspera
quem fala, arremessa.
quem brinca, se expressa.
quem vive arrisca...Atropela um irmão...
no passo infarto, um grito cruzado.
uma manta que cai,
anunciação.



Escrito por Juliana Domênica às 17h03
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A máquina

 

Respiração profunda

e o sangue que corre não é o mesmo que escorre.

Ele gira, entra e sai do coração;

Estufa as veias;

Colore as maçãs do rosto.

Corre sangue, agora vai do pé à cabeça.

Sinto o bater da máquina na orelha.

Respira. Na veia, a vida.

É longa, mas cinco minutos podem secar as mangueiras;

Clarear as maçãs;

Cessar o músculo que bombeia.

Respira forte, a vida ainda corre da brisa às veias.

 


 



Escrito por Juliana Domênica às 13h42
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Fazia um tempo. O tempo do silêncio.

E agora, água.

Águas para lavar:


Ouvi o teu nariz reclamar
Deitei na mesa para descansar

Desejei no colo silenciar, mas lá pelas tantas, não mais silêncio, agora suor e depois as águas dos meus olhos se juntaram com as da tua boca, derramadas sobre o nosso (a)mar.



Escrito por Juliana Domênica às 13h14
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Eu quero ser ela...

Acordei com vontade de ir para Paris

Fiz as malas, sem me preocupar se as roupas eram as ideais. Faltaria um casaco ou um sapato fechado...

Coloquei as roupas que tinha, desejei as que ainda ia comprar. Deixei o perfume para a faxineira e levei o cheiro do corpo

Quase pronta para partir e ainda pensava: “Quem vai me esperar no aeroporto e quem vai me levar até lá?”

Tudo já deveria está pensado, afinal a única coisa que realmente me preocupava eram as fotografias.

No corredor, eu a mala e a escada que nas mãos da faxineira disputava o meu lugar. Mas eu não queria soltar a minha mala, nem a moça da limpeza, a sua escada, afinal, estávamos apressadas para trabalhar.

Queria apenas ser ela e queria apenas que ele, discretamente, como a me paquerar, tirasse as fotos. As imagens daquela partida seriam dele e só dele.

Era pra ele que tava vestida, era  só pra ele que queria chegar.

Nada de flash... era dia e o sol estava lindo. Não sabia de onde ele me fitava. Nem queria ver as revelações. Pousava os meus cabelos para ele fotografar.

Fazia tempo que não me vestia assim, que não me sentia assim...Fazia tempo que eu queria ser assim...

Estava ali, descalça, olhando uma vitrine, paciente esperando a minha hora.

E de tanto querer, eu já era ela.

No carro, de vidros fechados, já olhava cansada. A mala seria desfeita. Paris é aqui, como na noite anterior.

Ele era negro, branco, alto, olhos azuis cabelos com tranças, ele era grande e esperava por mim, mas eu não podia chegar.

Mala no chão sentada na sala, ainda mais cansada esperava...

Taça, medalha, entrevista, premiação. Viagem atrasada...

Vagabundo ou presidente já nem sei quem ela estava a esperar.

Desejei ser o desejo dele e de malas vazias, cama desfeita, corpo cansado, adorei ser ela, mas era eu quem ele queria.



Escrito por Juliana Domênica às 13h43
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Escrito por Juliana Domênica às 20h20
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Carta a um palhaço

Estou certa de que pessoalmente seria bem melhor e metade do que está sendo dito seria dispensado pelo olhar, mas to precisando falar.
Não entendi a sua saída pela esquerda. Foi bem doido.
Daí como uma constante pensadora do universo tratei logo de me perguntar por 500 vezes se eu teria dito ou feito algo que te magoou. Detesto fazer mal as pessoas mesmo sabendo que as vezes, nem nos damos conta do mal que estamos fazendo a elas.
Pensei este ser um caso: Um mal não intencional.
Depois fazendo uma avaliação mais fria, critica e sem muita emoção, expectativa, curiosidade e até saudade, lembrei que poderia não ser um mal feito, mas simplesmente, um feito.
Eu achei incrível tudo e aí pensei: Será que achar tudo incrível, ser demais, parecer disponível, ter aparência moderna e sonhos românticos assustou o sujeito?
Em seguida pensei que era possível, mas ainda imaginei, “bobagem...É nóia minha”
Afinal foi só uma noite de lua cheia, fogueira e musica ao vivo. Depois um sonho sob as arquibancadas de um circo e beijos que pareciam cenas de filme com emoção de campeão de bilheteria. Então o que estaria errado? Ter dado certo?
Danousse tudo, não entendi mais nada....
Bem... Beijei o cara há três meses e a única coisa que me lembrava dessa noite era do beijo ter sido bom. Depois desses 90 dias você me aparece com um papo de “Ainda bem que te achei”, eu fico querendo achar que sou mesmo uma mulher de sorte.
Marcamos um encontro, que foi bem massa pra quem não trocava uma idéia há tantos dias. Rola até uma caroninha em casa...
Pensei né, “oba! Descolei depois de quatro anos um potiguar legal pra trocar uma idéia... Urruuu!”
Confirmei esta suspeita nos dias que foram seguindo, mas aí como numa fita cassete enrolou tudo e a voz ficou meio esquisita, depois de lenta, mais rápida e aí Trec! Já era.
Adianta nem pegar a caneta bic pra rodar a fitinha pra trás. A música já nem faz mais sentido, ta até parecendo a maldição da música ao contrário da época do Fofão.
Ando preocupada com ligeireza dos fatos e apouca importância das pessoas.
Palhaçada, né?
Enfim, se este foi mais um número de circo, agora mais que nunca aceito e acredito nos infelizes. (rir da desgraça alheia deve ser bom). Os desenhos animados para crianças com mais de 18 anos andam fazendo um baita sucesso.
Joguem a rede de proteção porque vou tentar pela segunda vez a perna-de-pau já que a cara não ta me servindo e a corda bamba não é a minha especialidade.
Por hoje é só pessoal!




Escrito por Juliana Domênica às 19h40
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