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Natal, 17/05/2006
Ordem do dia
Para as tarefas do lar, o cansaço; Para as do dia, o labor; Para a volta, o ônibus; Para vontade de parar, o sonho; Para quem já parou, o sono; Para a saudade, a rede; Para a hora, a bússola; Para depois de perdida, o rancor; Para desistir, as saídas; Para recomeçar, o amor.
Escrito por Juliana Domênica às 13h53
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Todos estes poemas, publicados aqui, são o que chamo de "abortos". O meu momento de criação não tem uma receita certa. Escrevo quando estou bem e quando estou mal. Escrevo a noite, de manhã, no quarto, na cozinha ou no trânsito. Escrevo quando minhas mãos quase se debatem a procura de uma caneta. Depois de tudo no papel é como ter percorrido uns 20 quilômetros. Esqueço absolutamente tudo que escrevi e fico me perguntando de onde veio esta criatura... Tenho meus escritos basicamente divididos em três fases, os mais toscos (o começo). Mais românticos e otimistas. A segunda fase, mais breves, rimados e menos densos e a terceira fase, que são os mais viscerais, densos e as vezes sarcásticos mas com um pouco de ritmo. Não há uma lógica cronológica das postagens. Procuro postar a ordem do dia. Vou experimentar escrever assim, como hoje, sem caneta, nem papel e em alguns momentos vou postar mensagens curtas e respostas aos amigos. Um forte abraço Até breve
Escrito por Juliana Domênica às 22h08
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Escrito por Juliana Domênica às 21h55
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(A)Deus
Experimentei o gosto do gozo O olho na carne As veias no braço A lágrima sentida. A mão forte, o corpo uma brisa, A vida na vinda A passagem uma estada A alma presente. O amor no toque A palavra na ausência A vida na morte. Todo fim é chorado, Toda partida é doída Todo amor é lembrado, Cada partícula uma vida
Rio, 13/09/2004
Escrito por Juliana Domênica às 23h34
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Rio, 2004
Poema de um suicida
Homem tremo. Dentro do meu corpo Tão solto, sã, louco. Sou vivo sou morto
Homem tremo dentro da minha boca. Tão tenso... Que peso. Sou chumbo, sou morto.
Dentro do coco, o oco. Dentro do corpo, o torto. Nas linhas, o lodo.
No poeta, o começo. No homem, a poesia. Na vida, a estrada. Na dúvida, o fim.
Escrito por Juliana Domênica às 12h35
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Sem título
Sempre aguardo com ansiedade a hora do escrito. Sinto vontade de largar no papel os sentimentos que tremem e arrepiam a alma, mas o momento não pode ser escolhido. É sem hora nem tempo e sempre alivia. Tenso o vento não trás o que preciso despir e a carne grudada me faz crer que ainda não é a hora do poema... Só vontade apressada de estar agora.
Escrito por judomenica às 23h00
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