 |
|
|
Para quem não viu, AINDA, as mulheres invisíveis, fica o conselho: VEJAM!
Tem alguém aí?
Escrito por Juliana Domênica às 20h26
[ ]
[ link ]
|

Escrito por Juliana Domênica às 20h19
[ ]
[ link ]
|
Fazia um tempo. O tempo do silêncio. E agora, água. Águas para lavar: Ouvi o teu nariz reclamar Deitei na mesa para descansar
Desejei no colo silenciar, mas lá pelas tantas, não mais silêncio, agora suor e depois as águas dos meus olhos se juntaram com as da tua boca, derramadas sobre o nosso (a)mar.
Escrito por Juliana Domênica às 13h14
[ ]
[ link ]
|
Eu quero ser ela...
Acordei com vontade de ir para Paris
Fiz as malas, sem me preocupar se as roupas eram as idéias. Faltaria um casaco ou um sapato fechado...
Coloquei as roupas que tinha, desejei as que ainda ia comprar. Deixei o perfume para a faxineira e levei o cheiro do corpo
Quase pronta para partir e ainda pensava: “Quem vai me esperar no aeroporto e quem vai me levar até lá?”
Tudo já deveria está pensado, afinal a única coisa que realmente me preocupava eram as fotografias.
No corredor, eu a mala e a escada nas mãos da faxineira, disputavam um lugar. Mas eu não queria soltar a minha mala, nem ela a escada. Estávamos apressadas para trabalhar
Queria apenas ser ela e queria apenas que ele, discretamente, como a me paquerar, tirasse as fotos. As imagens daquela partida seriam dele e só dele.
Era pra ele que tava vestida era só pra ele que queria chegar.
Nada de flash era dia e o sol estava lindo. Não sabia de onde ele me fitava. Nem queria ver as revelações. Pousava os meus cabelos para ele fotografar
Fazia tempo que não me vestia assim, que não me sentia assim...Fazia tempo que eu queria ser assim...Linda, talentosa, educada, gentil, generosa
Estava ali, descalça, olhando uma vitrine, paciente esperando a minha hora.
E de tanto querer eu já era ela.
No carro, de vidro fechados, já olhava cansada. A mala seria desfeita. Paris é aqui, como na noite anterior.
Do outro lado ele era negro, branco, alto, olhos azuis cabelos com tranças, ele era grande e esperava por mim, mas eu não podia chegar.
Mala no chão sentada na sala, ainda mais cansada esperava o homem chegar. Taça, medalha, entrevista, premiação. Viagem atrasada...
Vagabundo ou presidente já nem sei quem ela estava a esperar.
Desejei ser o desejo dele e de malas vazias, cama desfeita, corpo casado, adorei ser ela, mas não era ela que ele queria abraçar.
Escrito por Juliana Domênica às 13h43
[ ]
[ link ]
|

Escrito por Juliana Domênica às 20h20
[ ]
[ link ]
|
Carta a um palhaço
Estou certa de que pessoalmente seria bem melhor e metade do que está sendo dito seria dispensado pelo olhar, mas to precisando falar. Não entendi a sua saída pela esquerda. Foi bem doido. Daí como uma constante pensadora do universo tratei logo de me perguntar por 500 vezes se eu teria dito ou feito algo que te magoou. Detesto fazer mal as pessoas mesmo sabendo que as vezes, nem nos damos conta do mal que estamos fazendo a elas. Pensei este ser um caso: Um mal não intencional. Depois fazendo uma avaliação mais fria, critica e sem muita emoção, expectativa, curiosidade e até saudade, lembrei que poderia não ser um mal feito, mas simplesmente, um feito. Eu achei incrível tudo e aí pensei: Será que achar tudo incrível, ser demais, parecer disponível, ter aparência moderna e sonhos românticos assustou o sujeito? Em seguida pensei que era possível, mas ainda imaginei, “bobagem...É nóia minha” Afinal foi só uma noite de lua cheia, fogueira e musica ao vivo. Depois um sonho sob as arquibancadas de um circo e beijos que pareciam cenas de filme com emoção de campeão de bilheteria. Então o que estaria errado? Ter dado certo? Danousse tudo, não entendi mais nada.... Bem... Beijei o cara há três meses e a única coisa que me lembrava dessa noite era do beijo ter sido bom. Depois desses 90 dias você me aparece com um papo de “Ainda bem que te achei”, eu fico querendo achar que sou mesmo uma mulher de sorte. Marcamos um encontro, que foi bem massa pra quem não trocava uma idéia há tantos dias. Rola até uma caroninha em casa... Pensei né, “oba! Descolei depois de quatro anos um potiguar legal pra trocar uma idéia... Urruuu!” Confirmei esta suspeita nos dias que foram seguindo, mas aí como numa fita cassete enrolou tudo e a voz ficou meio esquisita, depois de lenta, mais rápida e aí Trec! Já era. Adianta nem pegar a caneta bic pra rodar a fitinha pra trás. A música já nem faz mais sentido, ta até parecendo a maldição da música ao contrário da época do Fofão. Ando preocupada com ligeireza dos fatos e apouca importância das pessoas. Palhaçada, né? Enfim, se este foi mais um número de circo, agora mais que nunca aceito e acredito nos infelizes. (rir da desgraça alheia deve ser bom). Os desenhos animados para crianças com mais de 18 anos andam fazendo um baita sucesso. Joguem a rede de proteção porque vou tentar pela segunda vez a perna-de-pau já que a cara não ta me servindo e a corda bamba não é a minha especialidade. Por hoje é só pessoal!
Escrito por Juliana Domênica às 19h40
[ ]
[ link ]
|
Sobre a vida
Comida, resto engolido na hora da refeição. Palavras cozidas aceitas na boca nervosa dos que comem. Cristalina divido o sabor da água. No gole, a goela pequena. No pó preto o caldo para comemorar o encontro marcado. Na mordida a constatação: Mastigar o sabor alheio faz crescer o alimento seco. Fumaça que entra anuncia: Tem brasa. Só é loucura e não companheiro. No cheiro quente, prenuncio: Café amargo, vã sabedoria.
Escrito por Juliana Domênica às 08h49
[ ]
[ link ]
|

Escrito por Juliana Domênica às 11h27
[ ]
[ link ]
|
A mão que despe é a mesma que veste
Quem Briga ? Quem topa, tropeça...chão no dia ou na véspera quem fala, arremessa. quem brinca, se expressa. quem vive arrisca...Atropela um irmão... no passo infarto, um grito cruzado. uma manta que cai, anunciação.
Escrito por Juliana Domênica às 06h30
[ ]
[ link ]
|
Não sei se choro ou se so(u)r(rio)
É mentira que o artista não arrisca É mentira dizer... É mentira girar a cabeça e de imediato pensar NÃO. E a gora o que façO ? É agora o que digoO. E no passo é um calço/ é uma torre/ é um muro... É in'vãããããO Porque de alta a montanha faria o inverso...Inversão. MÃO porque nada é de graça nada é pra sempre.... PãO.
Escrito por Juliana Domênica às 15h48
[ ]
[ link ]
|
Quando a face está exposta e parece expressar um sorriso, não se engane... Há o dia em que a lágrima cai sem chances de detê-la no caminho e nem sempre é tristeza, ao contrário, alegria Tem nó que se faz na garganta e às vezes não se desfaz e nem precisa limpar o rosto Mostramos a goela num grito que pode ser de dor, de susto ou euforia. Mãos e olhos podem dizer, até logo. O aceno da chegada é para diminuir o da partida para aumentar O longo pode ser breve, o leve pode ser pesado, o medo pode ser disfarçado, a solidão mascarada.
Escrito por Juliana Domênica às 21h59
[ ]
[ link ]
|
No dia em que eu fui feliz
http://osirmaosdabailarina.blogspot.com/2008_05_01_archive.html
Escrito por Juliana Domênica às 23h59
[ ]
[ link ]
|
Nas asas do mar, a janela No beco, de longe, o sol Na ladeira que desce o pé, o sapato e o chinelo Da minha janela eu vejo azul, verde, vermelho e amarelo Na cruz a serpente Da minha janela o mato, o manto e o prédio Luzes, vento... No cheiro do alto, a panela A vela e a velha
Escrito por Juliana Domênica às 20h59
[ ]
[ link ]
|

Escrito por Juliana Domênica às 20h55
[ ]
[ link ]
|
A bailarina
Esta semana, conversando com um novo amigo, entendi que mutação cômica da natureza, seria um bom termo pra quem faz rir enquanto se transporta no tempo. Estávamos falando de uma paixão arrebatadora entre eu e o microfone. Na verdade tinha me apaixonado por outro microfone, ainda na mesma noite. Mas tratando-se de uma paixão não correspondida, desiludida, resolvi expurgar toda a minha dor. Foi amor à primeira vista... Fiz um canto que vinha dos pulmões e que não tinha poros suficientes para sair pela carne. Usei a goela. Não lembro exatamente a música nem o tom. Sei que, enquanto chorava um sorriso, ele pareceu infinito, único, animador... O resultado deste grito foi uma dança em sapatilhas de ponta para uma platéia que jamais ouvirá um balé assim...
Escrito por Juliana Domênica às 21h33
[ ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |